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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Sessão Diálogo Contemporâneo




O Cine Humberto Mauro apresenta gratuitamente, no dia 13 de setembro, a Sessão Diálogo Contemporâneo com os filmes “Adivinhe Quem vem para Jantar” de Stanley Kramer e “Corra!” de Jordan Peele.

Integrando à programação da Mostra Sidney Poitier, uma das sessões do filme “Adivinhe quem Vem Para Jantar” (1967) é seguida pela exibição de “Corra!” (2017), releitura contemporânea dirigida por Jordan Peele. Na trama, um jovem fotógrafo negro descobre um segredo sombrio quando conhece os pais aparentemente amigáveis da sua namorada branca. Em uma mistura vertiginosa de humor ácido, comentário social e horror físico, Jordan Peele constrói uma das mais instigantes radiografias das relações raciais na sociedade americana contemporânea. Sucesso estrondoso de bilheteria (foi considerado o filme mais lucrativo do ano de 2017), “Corra!” faz parte de um novo cenário – ainda em construção – para realizadores negros na indústria estadunidense.

Sinopse “Adivinhe quem Vem Para Jantar”
Em São Francisco, Matt Drayton (Spencer Tracy) e Christina Drayton (Katharine Hepburn), um conceituado casal, se choca ao saber que Joey Drayton (Katharine Houghton), sua filha, está noiva de John Prentice (Sidney Poitier), um negro. A partir de então dão início à uma tentativa de encontrar algo desabonador no pretendente, mas só descobrem qualidades morais e profissionais acima da média.

Sinopse “Corra!”
Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.


Confira a programação aqui:


13/09 – SEXTA
18h – “Adivinhe Quem vem para Jantar” (Guess Who’s Coming to Dinner), de Stanley Kramer, (EUA, 1967), Livre, 108 min.
Assista o trailer legendado do filme “Adivinhe Quem vem para Jantar” aqui:



20h – “Corra!” (Get Out), de Jordan Peele, (EUA, 2017), 14 anos, 104 min.
Assista o trailer legendado do filme “Corra!” aqui:





Confira mais informações sobre a Sessão Diálogo Contemporâneo aqui:

A entrada é gratuita com distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Balcão de informações do Palácio das Artes: (31) 3236-7400.

Mostra Sidney Poitier




O Cine Humberto Mauro apresenta gratuitamente, de 10 a 16 de setembro, a Mostra Sidney Poitier, dedicada ao ator e diretor americano, primeira pessoa negra a ser indicada e a vencer o Oscar de Melhor Ator em 1963.

A vitória de Poitier como melhor ator foi seguida de 39 anos de jejum: somente em 2002 Denzel Washington e Halle Berry levaram, respectivamente, o Oscar de Melhor Ator e Melhor Atriz. “Vencer um Oscar representa um lugar de destaque na indústria, e, na época, Poitier foi uma inspiração em todo o mundo”, conta Vítor Miranda, curador da mostra juntamente de Bruno Hilário, gerente do Cine.

Poitier iniciou sua carreira em meio aos movimentos de direitos civis e de igualdade racial, tomando a decisão de somente aceitar papeis que fugiam de estereótipos para o homem negro. Seus papeis de protagonismo foram mais acentuados durante o fim do Código Hayes, conjunto de regras morais para produções cinematográficas em Hollywood, incluindo a proibição de retratar relacionamentos entre pessoas de raças diferentes. “A indústria era um ambiente não acolhedor para pessoas racializadas, e devido ao código, era muito raro ver negros como protagonistas em filmes”, explica Vítor.

O americano estreou nas grandes telas interpretando um médico, e o papel conciliatório de homem culto e muito educado se tornou uma constante em sua carreira, que engloba mais de 50 trabalhos em cinema. Na mostra do Cine Humberto Mauro, a curadoria se dedica aos filmes em que a atuação do americano se destaca. “Consideramos a filmografia de Poitier muito importante para entender as nuances históricas do fim do Código Hayes, de como a indústria respondia ao Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e como isso se refletiu na representação e representatividade de pessoas negras no cinema”, avalia Vítor.

Segundo Bruno Hilário, a proposta dessa mostra é estabelecer um diálogo contemporâneo entre os filmes, que retratam momentos diferentes para os movimentos pela igualdade racial e seu espectro na história do cinema mundial. “Queremos ampliar as discussões atuais sobre representação e representatividade a partir da carreira de Sidney Poitier, historicizando esse momento de grande turbulência vivido pela população dos Estados Unidos, em que a luta pelos direitos civis da comunidade negra era efervescente com o ativismo de Martin Luther King e Malcom X, por exemplo”, finaliza o curador.

História Permanente do Cinema 
No mês de setembro, as sessões da mostra História Permanente do Cinema integram a programação da mostra Sidney Poitier. Na primeira, será exibido o longa "Uma Voz Nas Sombras" (1963), em que o americano interpreta um operário desempregado que ajuda freiras católicas a construir uma igreja e realizar pequenas tarefas, até começar a ser envolvido pelas religiosas. Já "Aconteceu Num Sábado" (1974) é um blaxploitation dirigido por Poitier. A trama acompanha dois amigos que decidem ir a um clube de apostas secreto para se divertir, mas ladrões roubam a carteira de um deles, que, por acaso, contém um bilhete premiado da loteria.


Confira a programação aqui:


10/09 – TERÇA
15h – “Acorrentados” (The Defiant Ones), de Stanley Kramer, (EUA, 1958), 14 anos, 97 min.
Assista o trailer do filme “Acorrentados” aqui:


17h – “O Sol Tornará a Brilhar” (A Raisin In The Sun), de Daniel Petrie, (EUA, 1961), 12 anos, 128 min.
Assista o trailer do filme “O Sol Tornará a Brilhar” aqui:


19h15 – “Ao Mestre, Com Carinho” (To Sir, with Love), de James Clavell, (EUA, 1967), Livre, 94 min.
Assista o trailer legendado do filme “Ao Mestre, Com Carinho” aqui:


21h – “Adivinhe Quem vem para Jantar” (Guess Who's Coming to Dinner), de Stanley Kramer, (EUA, 1967), Livre, 108 min.
Assista o trailer legendado do filme “Adivinhe Quem vem para Jantar” aqui:



11/09 – QUARTA
17h – “No Calor da Noite” (In the Heat of the Night), de Norman Jewison, (EUA, 1967), 12 anos, 109 min.
Assista o trailer do filme “No Calor da Noite” aqui:


19h – “O Ódio é Cego” (No Way Out), de Joseph L. Mankiewicz, (EUA, 1950), 14 anos, 106 min.
Assista o trailer do filme “O Ódio é Cego” aqui:


21h – “Um Homem Tem Três Metros de Altura” (Edge of the City), de Martin Ritt, (EUA, 1957), 14 anos, 83 min.
Assista o trailer do filme “Um Homem Tem Três Metros de Altura” aqui:



12/09 – QUINTA
17h – HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA
“Uma Voz nas Sombras” (Lilies of the Field), de Ralph Nelson, (EUA, 1963), Livre, 94 min.
Sessão comentada.
Assista o trailer legendado do filme “Uma Voz nas Sombras” aqui:


19h15 – “Acorrentados” (The Defiant Ones), de Stanley Kramer, (EUA, 1958), 14 anos, 97 min.
Assista o trailer do filme “Acorrentados” aqui:


21h – “O Sol Tornará a Brilhar” (A Raisin In The Sun), de Daniel Petrie, (EUA, 1961), 12 anos, 128 min.
Assista o trailer do filme “O Sol Tornará a Brilhar” aqui:



13/09 – SEXTA
16h – “Ao Mestre, Com Carinho” (To Sir, with Love), de James Clavell, (EUA, 1967), Livre, 94 min.
Assista o trailer legendado do filme “Ao Mestre, Com Carinho” aqui:


18h – “Adivinhe Quem vem para Jantar” (Guess Who's Coming to Dinner), de Stanley Kramer, (EUA, 1967), Livre, 108 min.
Assista o trailer legendado do filme “Adivinhe Quem vem para Jantar” aqui:


20h – SESSÃO DIÁLOGO CONTEMPORÂNEO
“Corra!”, (Get Out) de Jordan Peele, (EUA, 2017), 14 anos, 104 min.
Assista o trailer legendado do filme “Corra!” aqui:



14/09 – SÁBADO
16h – “Um Homem Tem Três Metros de Altura” (Edge of the City), de Martin Ritt, (EUA, 1957), 14 anos, 83 min.
Assista o trailer do filme “Um Homem Tem Três Metros de Altura” aqui:


18h – “No Calor da Noite” (In the Heat of the Night), de Norman Jewison, (EUA, 1967), 12 anos, 109 min.
Assista o trailer do filme “No Calor da Noite” aqui:


20h – “O Ódio é Cego” (No Way Out), de Joseph L. Mankiewicz, (EUA, 1950), 14 anos, 106 min.
Assista o trailer do filme “O Ódio é Cego” aqui:



15/09 – DOMINGO
18h – “O Sol Tornará a Brilhar” (A Raisin In The Sun), de Daniel Petrie, (EUA, 1961), 12 anos, 128 min.
Assista o trailer do filme “O Sol Tornará a Brilhar” aqui:


20h – “Ao Mestre, Com Carinho” (To Sir, with Love), de James Clavell, (EUA, 1967), Livre, 94 min.
Assista o trailer legendado do filme “Ao Mestre, Com Carinho” aqui:



16/09 – SEGUNDA
15h – “O Ódio é Cego” (No Way Out), de Joseph L. Mankiewicz, (EUA, 1950), 14 anos, 106 min.
Assista o trailer do filme “O Ódio é Cego” aqui:


17h – HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA ESPECIAL  
“Aconteceu Num Sábado” (Uptown Saturday Night), de Sidney Poitier, (EUA, 1974), 12 anos, 104 min.
Sessão comentada.
Assista o trailer do filme “Aconteceu Num Sábado” aqui:


19h15 – “Adivinhe Quem vem para Jantar” (Guess Who's Coming to Dinner), de Stanley Kramer, (EUA, 1967), Livre, 108 min.
Assista o trailer legendado do filme “Adivinhe Quem vem para Jantar” aqui:


21h15 – “No Calor da Noite” (In the Heat of the Night), de Norman Jewison, (EUA, 1967), 12 anos, 109 min.
Assista o trailer do filme “No Calor da Noite” aqui:




Confira mais informações sobre a Mostra Sidney Poitier aqui:

A entrada é gratuita com distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Balcão de informações do Palácio das Artes: (31) 3236-7400.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Mostra L.A. Rebellion



O Cine Humberto Mauro apresenta gratuitamente, de 12 a 18 de abril, a Mostra L.A. Rebellion, com curtas e longas inéditos no Brasil, que desafiaram os códigos de Hollywood.
Nos anos 1970 a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) iniciou uma política de inclusão de jovens estudantes de cinema de origens diaspóricas e imigratórias nos EUA, impulsionando a produção afro-americana de um conjunto de filmes que ficou conhecido como L.A. Rebellion. A partir do dia 12 de abril, no Cine Humberto Mauro, a mostra homônima vai se debruçar sobre esse contexto de ebulição de um novo cinema negro, com obras de cineastas como Julie Dash, Charles Burnett, Larry Clark e Haile Gerima, além de contar com diálogos inéditos com os race films e os indicados ao Oscar “Infiltrado na Klan” (2018), “Corra!” (2017), entre outros.
Depois de passar por Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, a curadoria, assinada por Luís Fernando Moura e Victor Guimarães, traz à Fundação Clóvis Salgado um recorte de 14 filmes restaurados do vasto e diverso leque de obras produzidas pelos cineastas afro-americanos da UCLA, dentre os quais alguns filmes até então inéditos no Brasil, sem contar com outras cópias acessíveis. Aclamadas pela crítica internacional e reivindicadas pelas novas gerações de cineastas, as obras expressam o vigor e a singularidade dos realizadores. Em BH, sessões comentadas e debates também farão parte da programação.
Para Bruno Hilário, gerente do Cine Humberto Mauro, a mostra dá continuidade a um debate que já estava em curso na programação anual. “Desde o ano passado queríamos exibir alguns filmes em película da L.A. Rebellion que estavam no Brasil, além de continuar a intensa discussão que tivemos na última edição do Festcurtas BH, que foi sobre o cinema negro”, conta. “Queremos que esse tema colabore para manter o debate aceso, aberto e acessível”, enfatiza.
Segundo os curadores Luís Fernando Moura e Victor Guimarães, não só cineastas negros do circuito comercial como Ava DuVernay e Barry Jenkins referenciam a L.A. Rebellion, como também produtores independentes e cineastas experimentais. “Em cada cidade a mostra se relacionou com outras iniciativas de cinema negro que já aconteciam, e em BH não vai ser diferente. A realização da mostra num cinema central e gratuito é muito importante porque ficou claro para nós que há uma sede por esses filmes, e que realizadores audiovisuais se apropriam desse repertório para suas próprias produções”, comenta Victor.
Pouco conhecidas principalmente devido às estruturas de distribuição, as obras evidenciam os processos de autonomia histórica e emancipação artística que moveram os realizadores desse período e que permanecem efervescentes na atualidade. “A cada expansão da mostra temos respostas que dão a sentir que esses filmes da L.A. Rebellion deveriam ser estudados nas universidades, como se o público já estivesse esperando para conhecê-los”, conta Luís. Segundo o curador, essa fatia da produção não costuma ser abordada nas aulas de cinema, apesar de relevante.

A rebelião dos cineastas era contra um espelho embaçado de Hollywood no qual não se reconheciam, mesmo a apenas alguns quilômetros da UCLA. “Há um gesto de negação dos códigos vigentes do cinema hollywoodiano, mas também um movimento de invenção com produções que trazem questões muito atuais. Apesar de diversos, todos os filmes são uma tentativa de reconstruir a figura de pessoas negras na história das imagens, a partir da perspectiva negra”, explica Victor, enfatizando que os filmes se inspiram na produção africana e latino-americana.
Com temas afrocentrados e elencos muitas vezes compostos inteiramente por pessoas negras, a L.A. Rebellion se caracteriza, também, por trazer engajamento político com as questões de seu tempo. “Foi o primeiro conjunto expressivo de realizadores dentro dos Estados Unidos a fazer um cinema anticolonial. Era um momento político insurgente, com os Panteras Negras, a prisão de Angela Davis e os movimentos de descolonização na África e na América Latina”, observa o curador.
Outra característica presente nos filmes da mostra é a relação com a música negra americana, em especial o jazz e o blues, além de influência da literatura. Segundo Luís, alguns filmes adotam a forma da crônica, com um olhar voltado para o cotidiano em bairros negros de Los Angeles. “Há um interesse pelo Neorrealismo, pela vida doméstica, as relações de trabalho e os vínculos que se formam nesses lugares”, explica. Já outras produções utilizam uma linguagem ensaística, explorando imagens de arquivo e recursos de montagem que saem do formato narrativo comum.
A construção da identidade da mulher negra é um tema recorrente na programação, tanto em produções de homens quanto de mulheres. Um dos destaques da mostra é o conjunto de curtas de Julie Dash, a primeira mulher negra nos EUA a lançar um filme nos cinemas comerciais. Na programação estão “Diário de uma Freira Africana” (1977) e “Ilusões” (1982), ambos em cópias restauradas. O primeiro é uma adaptação de um conto de Alice Walker, e acompanha os questionamentos de uma freira ugandesa sobre sua relação com Cristo e com o continente africano. Já o segundo curta trabalha a questão do colorismo, em que uma cantora negra se passa por uma mulher branca na indústria cinematográfica dos anos 1940.
Outro destaque é “Dando um Rolê” (1977), que será exibido em oportunidade única: o longa foi concebido como um espetáculo de jazz para as salas de cinema e por isso não possui cópia doméstica, somente a cópia restaurada em DCP cedida pela UCLA. “Bush Mama” (1979), que abre a mostra no dia 12 de abril, será exibido em 16mm. A trama acompanha Dorothy, mulher negra moradora de um bairro periférico em Los Angeles, vivendo a precariedade do desemprego em meio à prisão do marido, a violência do bairro, da polícia, e a ameaça da assistência social de retirar o benefício que recebe.
Diálogos temporais e cinematográficos – Pela primeira vez a mostra L.A. Rebellion será exibida juntamente de filmes de outros períodos para estabelecer um diálogo de influências sobre o cinema negro. Na programação estão alguns expoentes dos chamados race films, primeira iniciativa de produção independente negra nos Estados Unidos, datada entre 1915 e os anos 1950. “Esses cineastas transformaram o cenário de segregação racial em uma oportunidade de fazer filmes para negros de maneira independente e com grande audiência, já que foi um momento em que o cinema era muito acessível”, explica Victor.
Segundo Luís, embora os produtores da L.A. Rebellion não referenciem diretamente os race films, pesquisadores têm encontrado pontes entre as gerações de filmes independentes. “Ambos trazem filmes de baixo orçamento feitos por pessoas negras para pessoas negras, mas nos anos 1970 os filmes são certamente mais experimentais. Os cineastas da L.A. Rebellion eram mais radicais e estavam investigando uma forma de fazer cinema negro, enquanto os race films estavam se apropriando de métodos já vigentes. São longas mais populares, narrativos e de entretenimento, mas sem abandonar questões políticas relevantes”, avalia o curador.
Faz parte da programação o filme mudo “Nos Limites dos Portões” (1919), primeiro longa-metragem ainda disponível realizado por um afro-americano, recuperado depois de ser considerado perdido por anos e que celebra seu centenário em 2019. A história acompanha Sylvia Landry, jovem negra e bem-educada que ajuda a levantar fundos para uma escola para crianças negras e pobres no Sul, onde se esconde um terrível acontecimento de seu passado. O longa é considerado um retrato da situação racial dos EUA no começo do século XX. Outro destaque é “Material de Pesquisa de Campo” (1928), primeira produção audiovisual dirigida autonomamente por uma mulher afro-americana, a antropóloga Zora Neale Hurston.
O indicado ao Oscar deste ano “Infiltrado na Klan” (2018) também será exibido em diálogo com a L.A. Rebellion. Dirigido por Spike Lee, o longa retrata a história real de Ron Stallworth, primeiro policial negro de Colorado Springs, no estado do Colorado, que conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Comunicando-se com outros membros do grupo por telefonemas e cartas, enviava um policial branco no seu lugar quando precisava estar fisicamente presente. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pela organização racista.
Em complemento à exibição dos filmes, diversas sessões durante a mostra serão comentadas e na quarta-feira, dia 17, às 19h, acontecerá o debate L.A. Rebellion, passado e presente com Fábio Rodrigues Filho, Layla Braz, Luís Fernando Moura, Tatiana Carvalho Costa e Victor Guimarães. As conversas com o público pretendem refletir a importância cinematográfica e social desse conjunto de filmes.

Confira a programação aqui:

12/04 – SEXTA
15h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Nos Limites dos Portões” (Within Our Gates), de Oscar Micheaux, (EUA, 1919), 16 anos, 78 min.
Assista o trailer do filme “Nos Limites dos Portões” aqui:


16h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Corra!” (Get Out), de Jordan Peele, (EUA, 2017), 14 anos, 104 min.
Assista o trailer legendado do filme “Corra!” aqui:


18h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – "Dirty Gertie do Harlem", de Spencer Williams, (EUA, 1946), 12 anos, 65 min.

20h – L.A. REBELLION – “Bush Mama”, de Haile Gerima, (EUA, 1979), 16 mm, 16 anos, 97 min.
Sessão comentada por Luís Fernando Moura e Victor Guimarães.
Assista o trailer do filme “Bush Mama” aqui:


13/04 – SÁBADO
14h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Corpo e Alma” (Body and Soul), de Oscar Micheaux, (EUA, 1925), 12 anos, 86 min.
Assista o trailer do filme “Corpo e Alma” aqui:


16h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Marselha Depois da Guerra” (Marseille Après La Guerre), de Billy Woodberry, (EUA/PORT, 2015), Livre, 11 min.
“Prova de Uma Prova” (Evidence of the Evidence), de Alexander Johnston, (EUA, 2018), 14 anos,  22 min.
“Juke - Passagens dos Filmes de Spencer Williams” (Juke - Passages from the Films of Spencer Williams), de Thom Andersen, (EUA, 2015), 12 anos, 30 min.
“Três Canções Sobre Libertação” (Three Songs About Liberation), de Cauleen Smith, (EUA, 2017), 12 anos, 10 min.

18h – L.A. REBELLION – “Ciclos” (Cycles), de Zeinabu irene Davis, (EUA, 1989), 12 anos, 17 min.
“Uma Imagem Diferente” (A Different Image), de Alile Sharon Larkin, (EUA, 1982), 16 mm, 16 anos, 52 min.
Sessão comentada por Tatiana Carvalho Costa

20h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Material de Trabalho de Campo” (Fieldwork Footage), de Zora Neale Hurston, (EUA, 1928), Livre, 7 min.
“Ganja & Hess”, de Bill Gunn, (EUA, 1973), 16 anos, 110 min.
Assista o trailer do filme “Ganja & Hess” aqui:


14/04 – DOMINGO
18h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Fontes de Inspiração” (Sources d'Inspiration), de Souleymane Cissé, (Mali, 1968), 12 anos, 7 min.
“O Trabalho” (Baara), de Souleymane Cissé, (Mali, 1978), 12 anos, 90 min.

20h – L.A. REBELLION – “Bem-vindo de volta irmão Charles” (Welcome Home Brother Charles), de Jamaa Fanaka, (EUA, 1975), DCP, 18 anos, 92 min.
Sessão comentada por Luis Fernando Moura.
Assista o trailer do filme “Bem-vindo de volta irmão Charles” aqui:


15/04 – SEGUNDA
15h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Os Donos da Rua” (Boyz N the Hood), de John Singleton, (EUA, 1991), 14 anos, 112 min.
Assista o trailer legendado do filme “Os Donos da Rua” aqui:


17h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Conspiração Policial” (The Glass Shield), de Charles Burnett, (EUA, 1994), 12 anos, 109 min.
Assista o trailer legendado do filme “Conspiração Policial” aqui:


19h – L.A. REBELLION – “O Cavalo” (The Horse), de Charles Burnett, (EUA, 1973), DCP, 12 anos, 14 min.
“A Bolsa” (The Pocketbook), de Billy Woodberry, (EUA, 1980), DCP, Livre, 13 min.
“Um Bocado de Amigos” (Several Friends), de Charles Burnett, (EUA, 1969), DCP, 12 anos, 22 min.

20h – L.A. REBELLION/DIÁLOGOS – “Pouco Mais de Um Mês”, de André Novais Oliveira (BRA, 2013), 12 anos, 24 min.
“Abençoe Seus Pequeninos Corações” (Bless Their Little Hearts), de Billy Woodberry, (EUA, 1983), DCP, 12 anos, 80 min.
Sessão comentada por Fábio Rodrigues Filho.
Assista o trailer do filme “Abençoe Seus Pequeninos Corações” aqui:


16/04 – TERÇA
15h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION –  “Veredito: Inocente” (Verdict: Not Guilty), de Eloyce Gist e James Gist, (EUA, 1933), 12 anos, 8 min.
“Trem Para o Inferno” (Hellbound Train), de Eloyce Gist, James Gist, (EUA, 1930), 12 anos, 51 min.

17h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Ganhando Espaço” (Just Another Girl on the I.R.T.), de Leslie Harris, (EUA, 1993), 16 anos, 92 min.
Assista o trailer do filme “Ganhando Espaço” aqui:


19h – L.A. REBELLION – “Diário de uma Freira Africana” (Diary of an african nun), de Julie Dash, (EUA, 1977), 12 anos, 15 min.
“Mulher Africana” (African Woman), de Omah Diegu (Ijeoma Iloputaife), (EUA, 1980), 16 anos, 20 min.
“Filha da Resistência” (Child of resistance), de Haile Gerima, (EUA, 1972), 16 mm, 14 anos, 35 min.

20h30 – HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA ESPECIAL – DIÁLOGOS L.A. REBELLION 
“Coisa Boa - Beijo Negro” (Something Good - Negro Kiss), de William Nicholas Selig, (EUA, 1898), Livre, 1 min.
“Sem Chão” (Losing Ground), de Kathleen Collins, (EUA, 1982), 86 min.
Sessão comentada por Layla Braz.
Assista o trailer do filme “Sem Chão” aqui:


17/04 – QUARTA
15h – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Mais e Melhores Blues” (Mo’ Better Blues), de Spike Lee, (EUA, 1990), 14 anos, 129 min.
Assista o trailer do filme “Mais e Melhores Blues” aqui:


17h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Jammin’ The Blues”, de Gjon Mili, (EUA, 1944), 10 min.
“O Lamento do Jazz” (The Cry of Jazz), de Ed Bland, (EUA, 1959), 34 min.
“Quando Chove” (When it Rains), de Charles Burnett, (EUA, 1995), 12 anos, 13 min.

19h – L.A. REBELLION – DEBATE: L.A. Rebellion, passado e presente (com Fábio
Rodrigues Filho, Layla Braz, Luís Fernando Moura, Tatiana Carvalho Costa e Victor Guimarães)

21h – L.A. REBELLION – “Dando um Rolê” (Passing Through), de Larry Clark, (EUA, 1977), DCP, 14 anos, 105 min.
Sessão comentada por Victor Guimarães.

18/04 – QUINTA
15h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Imitação da Vida” (Imitation of life), de John M. Stahl, (EUA, 1934), 14 anos, 111 min.
Assista o trailer legendado do filme “Imitação da Vida” aqui:


17h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “O Símbolo dos Resistentes: Uma História da Ku Klux Klan” (The Symbol of the Unconquered: A Story of the Ku Klux Klan), de Oscar Micheaux, (EUA, 1929), 12 anos, 54 min.

19h – L.A. REBELLION – “Ilusões” (Ilusions), de Julie Dash, (EUA, 1982), DCP, Livre, 36 min.
“Seus Filhos Voltam para Você” (Your children come back to you), de Alile Sharon Larkin, (EUA, 1979), 16mm, Livre, 27 min.

20h30 – DIÁLOGOS L.A. REBELLION – “Infiltrado na Klan” (BlacKkKlansman), de Spike Lee, (EUA, 2018), 14 anos, 136 min.
Assista o trailer legendado do filme “Infiltrado na Klan” aqui:



Confira mais informações sobre a Mostra L.A. Rebellion aqui:

A entrada é gratuita com distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Balcão de informações do Palácio das Artes: (31) 3236-7400.